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Rodando aplicativos gráficos Linux em Windows 10

Com o novo Windows 10 (Anniversary Update) veio uma novidade muito interessante, voltada para desenvolvedores: ele traz o Bash On Ubuntu On Windows. O nome comprido é pra indicar o que oficialmente você ganha: um bash, que roda sobre um Ubuntu, que roda sobre o Windows.

De maneira resumida: não é uma maquina virtual como estamos acostumados, nem aplicações GNU compiladas pra Windows, mas sim uma camada que mapeia parte das chamadas que aplicações normalmente fazem para o Kernel Linux, e as redireciona para o Windows, isto dentro de um “cercado” do bash (você – teoricamente – precisa entrar no bash pra acessar as aplicações). O interessante é: as aplicações que são executadas são o binários originais compilados pra Ubuntu, ou seja, você pode usar virtualmente qualquer coisa compilada para Ubuntu.

A Microsoft, entretando, parece vender a funcionalidade como algo mais restrito: um shell com ferramentas que desenvolvedores estão acostumados: grep, cat, cut, etc. Afirma que não é possível executar aplicações gráficas, é só pra desenvolvedor usar as ferramentas que ele está acostumado no mundo Linux e destaque que muita coisa pode não funcionar. Mas se você é como eu, não apenas já tinha o bash e essas ferramentas instaladas no Windows (mas compiladas pra Windows), como já imaginou que dá pra fazer mais – muito mais – do que o discurso oficial. E você está certo!

Deixemos de fora paixões, preconceitos e filosofias – há muito espaço para discutir isso na internet. A ideia é explorar o potencial deste recurso, e não analisar se é melhor ou pior que outros. E vamos pular o discurso oficial e ir direto ao assunto: como é que eu rodo uma aplicação gráfica Ubuntu no Windows 10?

Já adianto: é muito mais fácil do que você está imaginado!

Instalando o Bash on Ubuntu on Windows

Se você já instalou, pule esta parte.

Se não, é simples:

  1. Instale o Anniversary Update (se não chegou ainda para seu computador, você pode obtê-lo aqui)
  2. Acesse Configurações, Atualizações e Segurança 
  3. Clique em Para Desenvolvedores
  4. Selecione o Modo de desenvolvedor
  5. Abra o Painel de Controle, ProgramasAtivar ou Desativar Recursos do Windows
  6. Selecione o Susbsistema do Windows para Linux
  7. Reinicie o computador
  8. Execute o Bash no Ubuntu no Linux e permita a instalação do subsistema, definindo seu login e senha;

Só isso!

Preparando execução de aplicações graficas

Você só precisa três coisas:

  1. Instale e execute um servidor X para Windows: o VcXSrv funciona!
  2. Configure o display executando no Bash:
    echo "export DISPLAY=:0.0" >> ~/.bashrc
  3. Configure o DBUS editando o arquivo /etc/dbus-1/session.conf e substituindo a linha
<listen>unix:tmpdir=/tmp</listen>

por

<listen>tcp:host=127.0.0.1,port=10002</listen>

Pronto! Reinicie o bash e instale/execute aplicações gráficas normalmente!

Outros ajustes

Estes não são essenciais pra começar, mas resolvem pequenos problemas que encontrei:

  1. Adicione o nome da sua máquina Windows (Ex; MINHAMAQUINA) no /etc/hosts, na linha do localhost/127.0.0.1, para resolver o problema de “Não foi possível resolver máquina MINHAMAQUINA”) e lentidão ao abrir alguns aplicativos;
  2. Adicione a linha “export NO_AT_BRIDGE=1” no arquivo ~/.bashrc para resolver warnings de “Couldn’t connect to accessibility bus”

Questões em aberto que pretendo analisar

  1. Carregar a aplicação diretamente a partir de um atalho do Windows- oficialmente não é possível, mas…
  2. Montar um ambiente de desenvolvimento com Eclipse, Cmake, Gcc

Aplicações testadas

  • Firefox – OK sem restrições até o momento – sucesso inclusive ao utilizar certificados digitais
  • Eclipse Mars com Oracle JDK 7 (O Eclipse Neon não funciona por depender do Java 8, que tem alguma particularidade que faz com que não funcione): Está ocorrendo um erro. Há previsão de correção do problema no próximo update, quando ocorrer vou testar novamente.
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(ATUALIZADO!) Planilha online (Google Docs) para planejamento e controle do Orçamento Doméstico

Aqui em casa gostamos de manter sob controle as receitas e despesas, deixando tudo registrado. Dessa forma podemos com mais facilidade identificar pra onde está indo o dinheiro, bem como traçar metas de economia para planos maiores. NOVIDADE (10/12/2014): Nova versão do modelo, agora com planejamento financeiro: https://drive.google.com/previewtemplate?id=0AqPEItt9Tdt1dGxpamJaOVF4b3R4Nm82U0ZMcE80X1E&mode=public

Porque uma nova planilha e porque no Google docs?

Tentei utilizar diversas planilhas e sistemas disponíveis na internet. Nenhuma me satisfez. Ou é muito complicado, ou pouco flexível. Acabei optando por fazer uma planilha própria, que junta algumas das idéias boas existentes por aí, e ao mesmo tempo simples e genérica suficiente pra não dar trabalho de manter ou customizar (por exemplo, para adicionar uma nova categoria de despesa ou receita). Escolhi fazer no Google Docs (que é um Office/Excel online do Google) por ser prático já que a planilha fica online e pode ser acessada de qualquer computador ou até mesmo celular, permitindo que os gastos sejam sempre registrados evitando esquecimentos ou acumulo do trabalho. Pra aqueles que não querem confiar essas informações ao google, a planilha deve funcionar sem grandes problemas offline, fazendo o download em formato do Excel, mas já aviso que não testei isso de maneira completa.

Como a planilha pode me ajudar?

A nova versão, disponibilizada em dezembro de 2014, possui uma aba de Planejamento e as abas de Controle Mensal. Na primeira, você planeja o seu orçamento para o ano. Tente estimar com uma precisão mínima as entradas e saídas que você pretende ter no ano. Nas receitas, inclua salário, 13o., vale alimentação, restituição de imposto de renda. Nas despesas, os gastos recorrentes (aluguel, etc) e específicos (alguma compra maior, viagem, etc.) que você tem planejado.

Depois, é só criar uma rotina de preencher as abas de cada mês para controle de gastos e entradas. Ou seja, você registra tudo que entra e que sai da sua conta, carteira e cartões, e consegue visualizar pra onde está indo o dinheiro e comparar com o que você planejou. Com isso em mãos, você pode identificar onde economizar, quanto dinheiro exatamente você está gastanto, etc.

Como usar?

Pra começar é necessário ter uma conta no google. Se você ainda não tem, vai poder criar agora. Basta clicar no link abaixo, que lhe levará ao modelo (template) da planilha, ou seja, uma página de pré-visualização que mostra a planilha que você pode copiar pra sua conta no Google. Basta clicar no botão “Usar este modelo” (Use this template) e pronto, você tem uma cópia da minha planilha só sua para utilizar a vontade. Apague os dados de exemplo e comece a registrar os seus próprios dados. https://drive.google.com/previewtemplate?id=0AqPEItt9Tdt1dGxpamJaOVF4b3R4Nm82U0ZMcE80X1E&mode=public

Algumas dicas

  • Crie uma cópia para editar/testar/brincar sem medo!
    • Se você quer testar como a planilha funciona mas tem medo de “estragar” ela, crie uma cópia só pra isso! Você pode fazer quantas cópias da planilha precisar, faça uma só pros seus testes e depois copie as mudanças pro seu controle “de verdade”.
    • Edite só os campos com fundo branco. Os campos que não tem fundo branco são calculados automaticamente pra você.
  • Como customizar a planilha:
    • Edite categorias e sub-categorias, na aba “Planejamento”. É só editar e já vai funcionar no resto da planilha. Você pode inclusive adicionar novas categorias e sub-categorias a vontade, é só adicionar novas linhas. Pode também remover categorias existentes pra simplificar ainda mais a planilha.
    • Apenas não mude a categoria “Operações”.
    • Você pode adicionar ou remover sub-categorias de “Receitas” a vontade, mas mantenha o nome da categoria como “Receitas”.
  • Como planejar:
    • Coloque o saldo inicial que você espera ter (soma de todos seus saldos disponíveis em conta, dinheiro, etc.) pra começar o ano;
    • Preencha os gastos que ocorrem todo mês com aproximadamente o mesmo valor na coluna “Recorrentes”;
    • Preencha gastos ocasionais específicos nas colunas de cada mês;
    • Veja na linha de saldos se você não está entrando no vermelho em nenhum mês. Veja se você está economizando o que pretendia e tem folga pra imprevistos. Se tiver potenciais problemas à frente, já pode pensar como resolver agora!
  • Como registrar um gasto ou entrada:
    • Registre as operações no mês que ocorreram, indicando o código de uma sub-categoria, data, descrição e forma que ocorreu (conta corrente, crédito, vale alimentação ou dinheiro vivo).
    • Os códigos de sub-categoria pré-definidos começam com uma letra que indica a categoria, e uma abreviação da sub-categoria, por exemplo: a-super (Alimentação – Supermercado). É um formato que me ajuda a decorar os códigos. Você pode mudar os códigos a vontade (utilizando números, outro código que você esteja acostumado, etc.), mas recomendo que faça isso antes de começar a preencher os dados nas abas de cada mês, para evitar ter que trocar todos os códigos também nestas abas.
  • Como registrar pagamento de fatura de cartão e saque:
    • “Operações” é uma categoria especial, cujas sub-categorias fixas registram operações que não são receitas nem despesas:
      • A operação de o-fatura indica pagamento de uma fatura de cartão, deduzindo o valor do pagamento da fatura da conta selecionada. Como as despesas já deve ter sido contabilizada anteriormente utilizando a conta “crédito”, não é registrado como despesa no mês, mas afeta a contagem de pagamentos no mês e altera o saldo da conta utilizada para pagamento no mês. Desta forma, note que operações em crédito são consideradas despesas no mês em que são realizadas, mas afetam o saldo disponível apenas no mês em que a fatura é paga. Entendo que nem todos veem o cartão de crédito desta forma, mas é a forma que considero mais interessante, pois permite controlar melhor quanto você está gastando no mês, mesmo que o dinheiro vá sair só depois, além de simplificar o controle de quanto está acumulado para a próxima fatura. Se você quer saber quantou gastou, está em “Despesas no mês”. Se você quer saber quanto realmente saiu de dinheiro no mês, veja em “Pagamentos no mês”. Se você não quer que os gastos em cartão sejam considerados despesas do mês corrente, deve colocar o gasto sempre no mês em que será paga a fatura em aberto.
      • A operação o-saque retira o dinheiro da conta selecionada e adiciona como saldo em “dinheiro”, servindo apenas para um controle rápido de quanto dinheiro você tem em conta e em dinheiro.
  • Compras parceladas em cartão de crédito, sugiro colocar parcelas em cada mês a partir daquele que ocorreu o gasto.

Gostou? Tem dúvidas? Sugestões?

Se você gostou, tem sugestões, comentários ou críticas, deixe um recado abaixo.

A licença de uso e distribuição da planilha é a BeerWare. Resumindo: faça o que quiser (com planilha e as fórmulas), se achar que te ajudou e é legal, e se me encontrar por aí, você é encorajado a me pagar uma cerveja.

Se você acha que não vai me encontrar por aí, pode também pagar uma cerveja com BitCoin 13DYrqYLYXSshYtsH3a3F9zGUMHfGi9iwc ou PayPal: https://www.paypal.com/cgi-bin/webscr?cmd=_donations&business=RMTG7GH5VP5BY&lc=BR&item_name=Blog%20do%20Cristian&item_number=or%c3%a7amento&currency_code=BRL&bn=PP%2dDonationsBF%3abtn_donateCC_LG%2egif%3aNonHosted

Ou simplesmente, deixe um comentário aqui falando o que achou!

Feliz planejamento financeiro novo pra você, e talvez mais dinheiro no bolso como consequência!

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iPhone 4 – Problemas com SIM card [Atualizado Jan/2014!]

ATUALIZAÇÃO! Como este post tem atraído muitos visitantes, o problema parece ser bem comum. Para facilitar a vida de vocês, segue o resumo da história:

Provável causa: SIM card danificado, talvez por causa da proximidade dos contatos com a carcaça metálica, somado com alguma descarga elétrica na carcaça. Mas isso é chute. O fato é que a maioria dos indícios apontam que o problema é no SIM card, não no iPhone.

Solução: troque seu sim-card! Após a troca, funcionou sem problemas e continua funcionando até hoje, mais de 3 anos depois. Vale a dica que consegui a troca do meu sim card de graça na loja onde havia adquirido ele, apresentando nota fiscal.

E abaixo a história completa, como publicada a 3 anos trás, pra quem quiser ler sobre tudo que explorei e porque minha conclusão é o que está resumido acima 😉 :

Em outubro, na minha viagem para a Europa, comprei um iPhone 4 desbloqueado de fábrica em uma Apple Store de Londres. Devo dizer, o aparelho é sensacional… enquanto funciona. Assim como fiz com meu notebook Asus quando começou a dar problemas de superaquecimento, neste post narrarei minha (provável) longa luta contra mais uma peça que os eletrônicos que escolho pregam em mim.

O iPhone 4 é de fato algo fora de série. Não tem comparação com nada que já usei, ele parece e é um dispositivo fantástico e muito agradável de usar. Não experimentei o tal do problema de antena que foi muito comentado na internet no seu lançamento. Mas depois de uns 2 meses, outro problema que começa a “pipocar” em diversos fóruns me acometeu. Como não achei nenhuma informação muito útil, só um monte de teorias espalhadas sobre a origem e solução do problema, vou aqui relatar TODAS as soluções que encontrei pela internet e seus resultados. Confira abaixo.

O problema:

De repente, o seu iPhone 4 começa a exibir a mensagem “No SIM card installed”, “Invalid SIM” ou similar. Você está usando o mesmo SIM e telefone que sempre funcionaram. Após alguma “simpatia” obtida da internet (por exemplo: colocar o telefone em modo avião e tirar) as vezes o problema some por algum tempo, mas invariavelmente, mais cedo ou mais tarde, volta.

Soluções Analisadas:

Trocar SIM:

Apesar de alguns relatos de “mudança de SIM” aparecerem em alguns fóruns como não tendo resolvido o problema por mais do que alguns dias, testei o SIM card que guardei da operadora O2 (britânica). Foi com este SIM que fiz minha primeira ativação do celular. E com ele, o telefone funciona (claro, em roaming internacional da O2, pegando antena da TIM aqui na minha casa). Voltei para o SIM da TIM, e o mesmo erro (SIM Error e Invalid SIM) aparecem.

Fui então pra loja da TIM e solicitei a troca do SIM card. Eles queriam me cobrar R$10,00 pela troca, mas argumentei que fazia menos de um mês que tinha comprado e não podiam me cobrar por um SIM que estragou em uso normal. Com a apresentação da nota fiscal que mostrava que foi naquela loja que comprei o SIM card, me dispensaram o pagamento. Fique ligado nisso, vá na mesma loja onde você comprou o SIM e leve a nota fiscal.

Até agora (praticamente dois meses depois, atualizado em 09/02/11) não tive mais nenhuma falha. Na loja perguntei ao atendente se era comum esse tipo de problema, e falei que muita gente tem relatado isso em fóruns na internet e dizem que acontece de novo, mesmo trocando o SIM. Ele sugeriu algo que faz sentido: que o SIM card é muito sensível, e talvez ele esteja sendo danificado por conta de variações da energia elétrica ou alguma corrente que saia do computador e chegue no celular na sincronização, por exemplo. Devo dizer que faz sentido. Sei que meu computador estava dando “choque” esses tempos, e mais tarde constatei que era “culpa” do HD externo. É possível que essa corrente chegue através do cabo de sincronização, e por sua vez como a carapaça do celular não é muito isolada do chip (pela questão de proximidade dos contatos mesmo), isto tenha danificado ele? Acho que pode, aí não tenho base pra afirmar. Vamos deixar o tempo dizer se o problema aparenta estar resolvido, mas é uma teoria que faz sentido pra mim e explica o que muita gente tem experimentado. Não utilizarei o HD “suspeito” junto com o telefone no computador. Porque acontece tanto com o iPhone? Eu suspeitaria 1) pela proximidade do contato do sim card com metal da estrutura externa e 2) pelo fato de que um iphone, já que a sincronização é sempre por cabo, acaba sendo muito mais ligado no computador do que qualquer outro smartphone. Meu nokia antigo eu ligava no computador só pra transferir coisas muito grandes, o resto ia via bluetooth. Aguarde atualizações sobre isso.

Trocar o telefone:

A ÚNICA solução que encontrei na internet e que ninguém voltou pra dizer que depois de um tempo não deu certo, foi levar o telefone pra Apple e trocar por um novo. Meu primeiro comentário sobre o assunto é: isso pode ser apenas questão de sorte (o novo aparelho não tem o problema) ou tempo (assim como o meu, vai demorar ainda alguns meses pro problema aparecer e por isso ninguém relatou ainda isso). Mas se você está no Brasil e comprou ele de uma operadora, talvez seja a saída mais efetiva.

O problema maior é para quem, como eu, comprou o telefone fora. Meu iPhone 4 foi comprado no Reino Unido, legalmente trazido ao país e é desbloqueado de fábrica. Funcionou perfeitamente até praticamente duas semanas atrás. As assistências Apple e o site da Apple Brasil dizem que a responsabilidade pelo suporte no Brasil é das operadoras, mas eu não comprei o meu de uma operadora. As operadoras, obviamente, alegarão que meu telefone não foi comprado com elas. Quer acompanhar o desenrolar da novela? Atualizarei o post a cada novo capítulo, não perca!

Enquanto isso, veja abaixo meu relato sobre as soluções “caseiras” encontradas pela internet. Tendo sugestão ou outro relato a fazer, deixe seu comentário!

Restaurar o telefone:

Primeiro, quero destacar: O problema existe tanto com quanto sem JailBroke. Nenhum lugar diz isso de maneira clara, mas não é tirar o JailBroke que vai resolver. Segundo, mesmo restaurando ele, com ou sem backup, pode ser que o telefone volte funcionando normalmente e pode ser que não. Tentei todas as opções, e assim como os demais casos, os resultados foram absolutamente aleatórios.

Colocar em modo avião:

Não é efetiva, não resolve nada. Apenas faz com que seu telefone tente novamente se conectar na rede de telefonia, e se por acaso a origem do problema tiver desaparecido, vai conectar.

Reiniciar o aparelho:

Não é efetiva. Tem o mesmo efeito de colocar em modo avião, dando uma falsa sensação de solução e a ilusão de que se trata de problema de software.

Colocar e tirar o SIM card:

Não resolve. Algumas vezes irá voltar funcionando, mas é absolutamente aleatório.

Utilizar um pedaço de papel/fita para isolar os contatos:

Algumas teorias na internet dizem que o problema são partes de metal que entrariam em contato com os conectores do SIM card. Tentei fitas em todas as posições sugeridas: lateral, topo, no lado oposto (pra deixar o SIM mais “apertado” no espaço dele e melhorar o contato), e NADA resolveu. As vezes o problema desaparece, mas a minha experiência com isso permite afirmar que é aleatório e por pouco tempo, sendo fruto apenas de uma coincidência, não da fita/papel.

Não quis apelar pra técnicas mais perigosas. Algumas falavam de usar pedaços de fita dupla-face, cola, etc. Eu não quero colocar nada que possa ficar lá dentro ou causar danos. Usei fitas apenas em quantidade e em locais que eram absolutamente seguros.

Histórico:

  • 13/12/2010 – 12:00: Passei na iStore, uma revendedora autorizada Apple na cidade. Me informaram que não trabalham com iPhone, e que quem presta serviço para iPhone no Brasil são apenas as operadoras, e que quem presta serviço para as operadoras é a Itautec. Me recomendou ir atrás da Itautec.
  • 13/12/2010 – 18:00: Liguei para a assistência autorizada Apple da cidade (TechMasters). Me informaram também que apenas operadoras prestam assistência para telefones, mas que provavelmente no meu caso eu teria que resolver diretamente com a Apple. Me indicaram o número 0800-77-27753 (0800-77-APPLE) que é o telefone da Itautec. Tentei ligar pra lá, mas o atendimento é apenas até 17:30. Tentarei amanhã no horário do almoço.
  • 13/12/2010 – 20:00: Testei o SIM card que guardei da operadora O2 (britânica). Foi com este SIM que fiz minha primeira ativação do celular. E com ele, o telefone “funciona” (claro, em roaming internacional da O2, pegando antena da TIM aqui na minha casa). Voltei para o SIM da TIM, e o mesmo erro (SIM Error e Invalid SIM) aparecem. Está decidido que irei visitar a loja da TIM amanhã antes de mais nada e solicitar a troca do SIM (já pretendia tentar esta abordagem de qualquer forma, mas agora ela parece mais promissora, apesar de mensagens em fóruns não serem muito animadoras e relatarem que mesmo trocando o SIM o problema persiste). Aguarde atualizações!
  • 14/12/2010 – 12:00: Troquei o SIM card, e até agora está funcionando. Atualizei o texto com mais detalhes.
  • 15/12/2010 – 16:00: Até agora, tudo bem. Nenhuma falha.
  • 09/02/2010 – 09:00: Até agora, tudo bem. Nenhuma falha. O problema foi no chip mesmo, e não voltou a ocorrer até o momento.

Referências:

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Acabando… ou só está começando?

logo_labsec2Defendi nesta segunda feira meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso)! Depois de muito estresse (meu e de quem teve que me aguentar minha presença ou ausência) e noites mal dormidas, fiquei muito feliz com a reação da banca: fizeram suas observações e correções que terei até dezembro para aplicar no texto, mas são poucas coisas que não terei problemas em aplicar.

Tanto o texto como a breve apresentação (só tinha 20 minutos disponíveis, não dá pra apresentar muita coisa) foram bastante elogiados, e recebi até um convite para publicar o TCC em forma de livro (em breve mais informações! :D)

Publicarei o TCC no blog quando a versão final estiver pronta, já com as correções.

Mas porque o título do post? Porque estou inscrito no mestrado da UFSC! Sim, acharam que eu iria sair da UFSC assim “fácil”?!? 🙂

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Asus W7S and NVidia GPU 8400m overheating problem

Sintomas da primeira ocorrência da falha

First fail, in January 2008 (Primeira falha, em Janeiro de 2008)

I’ve told you that I don’t think the overheating issue on W7S was something to fear. Well, I need to say I was wrong. I’m sorry for those who believed me, but it really was not anything to fear until some things I’ve descovered this week.

Português: Falei que achava que vocês não precisavam se preocupar com a questão do superaquecimento do W7S. Bem, preciso dizer que eu estava errado. Desculpem-me os que acreditaram, mas até algumas descobertas minhas dessa semana, não havia mesmo nada a temer.  (Continuação da versão em português no final do texto)

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Derek’s hack to fix W7S flipped WebCam

I was going to use some of my vacation time to try to fix the vertical flip (upside down) bug in Chicony Electronics WebCam (04f2:b012) in W7S laptop, but decided to take a look on Google again if anyone has already found a fix for that… And I found it!!!

Derek Bruce wrote a small hack to uvcvideo that fixes this anoying bug at kernel module level. Is a very simple sollution, but works very well!!!

Just aply this patch to uvcvideo (content also avaliable at the end of this post). You can download latest uvcvideo from here, or checkout the latest svn version using the following command:

svn checkout svn://svn.berlios.de/linux-uvc/linux-uvc/trunk uvc-video

Important note: Default Makefile will put uvcvideo kernel module on the wrong path for Ubuntu, and you may need to change this line on Makefile:

INSTALL_MOD_DIR := kernel/ubuntu/media/usbvideo

to:

INSTALL_MOD_DIR := ubuntu/media/usbvideo

Download the patch file to the uvcvideo source folder, and aply it using the following command:

patch -i uvc-hack.patch

Compile and install the driver using make:

make
sudo make install

Just reload the kernel module:

modprobe -r uvcvideo
modprobe uvcvideo

And that’s all… your don’t need to flip the notebook anymore to talk with another people! 😉

Thanks a lot, Derek, for this nice patch!!!

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Apócrifo: O Livro de Mozilla, Nova Edição

Uma nova mensagem apócrifa do Livro de Mozilla foi publicada no Firefox 3 (Digite about:mozilla na barra de endereços do seu navegador!):

Mamon adormeceu.
E o renascimento da criatura disseminou-se pela terra e seus seguidores tornaram-se exércitos.
E eles apregoaram a mensagem e sacrificaram lavouras com fogo, com a astúcia das raposas.
E eles criaram um novo mundo à sua imagem e semelhança conforme prometido pelo
texto sagrado e
contaram da criatura para suas crianças.
Mamon despertou e, veja só, nada mais era do que um discípulo.

de O Livro de Mozilla, 11:9
(10ª edição)

Lembrando, aos que não pegaram a idéia:

  • Mamon: deus do dinheiro e avareza. Referência à Microsoft.
  • Criatura: Referência a “profecia” do primeiro texto, veja o link abaixo.
  • Raposas: FireFox;
  • Texto Sagrado: Manifesto Mozilla;

Pra quem não viu a “primeira profecia”, aqui está o o texto!

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Isso sim que é busca por imagens!

Conheci esses tempos um novo produto que, na minha opinião, tem tudo pra ser um daqueles produtos “não consigo imaginar como era a internet antes disso” (tipo hoje é o Google, YouTube, e para muitos, o Orkut ;D).

Trata-se de um sistema de busca de imagens. Mas calma aí, não é um sistema como o do Google, que você digita palavras chave e ele tenta te fornecer uma imagem que tenha a ver com aquilo. É muito mais interessante que isso. Neste sistema, quando você quer procurar uma imagem, você fornece uma… imagem! Mas calma aí, pois também não é um daqueles sistemas que extrai meta dados das imagens, ou usa um sistema de tags para obter imagens associadas. É muito mais interessante que isso!

Trata-se do site TinEye.com. Ele ainda está em modo beta privado, mas me cadastrei lá como interessado, e em poucos dias fui convidado a participar dos testes. Se não queres se cadastrar e esperar, o vídeo, disponível no site, mostra o que o produto faz. E não mente, funciona mesmo! 😀

Eles construíram algum algoritmo capaz de buscar imagens na web, gerar “impressões digitais” dessas imagens em um banco de dados, e fazer buscas de imagens semelhantes em um tempo muito rápido (o banco tem 487 milhões de imagens atualmente, e a busca leva pouco mais de um segundo). Sim, eu disse imagens semelhantes! É que você informa uma imagem (do seu computador, ou um endereço na web) e ele vai buscar no seu banco de dados todas as imagens iguais ou com pequenas modificações da mesma que ele conhece. E quando digo pequenas, nem são tão pequenas assim, como o vídeo demonstra muito bem. Ele é capaz de encontrar imagens redimensionadas, recortadas, com mudanças de cores, com recortes, com adições de outras imagens (manja aquele Tux (pinguim do Linux) que sofreu as mais variadas modificações, desde camisa da seleção brasileira até chapéu viking? Poisé, o sistema encontra 366 ocorrências de imagens semelhantes)… Resumindo: é fantástico!

É útil? Já foi pra mim. Hoje o banco de dados deles é relativamente pequeno (se comparar com o que existe na internet… mas 487 milhões já da pra brincar) e a indexação de novas imagens não acontece a algum tempo, mas imagine isso num nível de indexação “a la google“: Você publica uma imagem sua, seu trabalho, até com Creative Commons é claro. Aí alguém copia. Uma semana depois você faz uma busca por sua imagem, e pega em “flagrante” todos que a publicaram sem te conceder os devidos créditos ;)…. E vai funcionar mesmo que a pessoa tenha colocado um texto em cima, apagado algum detalhe, e por aí vai!

O uso que eu fiz foi outro. Achei uma imagem muito interessante, que queria usar, mas só encontrei um snapshot minúsculo dela. Joguei no TinEye, e ele me indicou, entre outras edições daquela mesma imagem, uma de tamanho 700×1024. Mais do que suficiente pro meu objetivo.

E por aí vai. As possibilidades são muitas. Eu achei um produto impressionante, com um potencial enorme, e eu usei apenas 1% do potencial dele, afinal achar imagens redimensionadas é a parte mais simples de tudo que ele pode fazer.

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LabSEC Computer Notes

Estamos migrando o antigo site de “Anotações do LabSEC” para o Google Sites. Muito mais organizado, e agora em Inglês (pra treinar o inglês, e de quebra permitir o acesso pra mais gente do resto do mundo), traz diversas dicas nos mais diversos tópicos de informática, por exemplo: Criptografia, Certificação Digital, Assinatura Digital, Segurança, Latex, Formatação ABNT, Programação, etc. Confira aqui!

We are migrating  the old “LabSEC notes” site to the Google Sites platform. It’ll be much more organized, and now it is written in English (so we can improve our english, and also let our notes help much more people). It will have a lot of information on many informatic topics, eg.: Criptography, Digital Certification, Digital Signature, Security, Latex, ABNT, Programming, etc. Check it out!

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Tecnologia totalmente nacional gera novas chaves para a ICP-Brasil

Instituto Nacional de Tecnologia da Informação coordena amanhã (05/06) a geração do novo par de chaves da Autoridade Certificadora Raiz – AC Raiz. Isso será feito utilizando a plataforma João de Barro, projeto liderado pelo Instituto, com a participação de vários parceiros, como a Finep, a Universidade Federal de Santa Catarina, entre outros. Ao longo dos últimos dois anos, essas entidades desenvolveram um módulo de segurança com tecnologia nacional e em software aberto, permitindo sua completa auditagem. Segundo o diretor de Infra-estrutura de Chaves Públicas, Maurício Coelho, “esse é um marco muito importante para a ICP-Brasil, é a conquista da sua autonomia plena em termos de plataforma criptográfica, não dependemos mais de fornecedores”.

Neste momento, será usada uma primeira versão do programa. No entanto, Coelho salienta que será dado continuidade para evolução da plataforma de modo a acompanhar o desenvolvimento tecnológico da solução e de novas funcionalidades para aprimorar o funcionamento da AC Raiz.

Na última quarta-feira (28/05), o Comitê Gestor da ICP-Brasil autorizou o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) a gerar o novo par de chaves da ICP-Brasil e, assim, emitir o novo certificado da Autoridade Certificadora Raiz. O Comitê aprovou, também, a versão atualizada da Declaração de Práticas de Certificação (DPC) que estabelece os procedimentos que a própria AC Raiz deve adotar.

Plataforma estável e operacional

O primeiro certificado da AC Raiz foi emitido em novembro de 2001 com vigência até 2011. Maurício Coelho explica que a geração do novo par de chaves é uma rotina operacional e obrigatória, já que a validade do certificado não pode ultrapassar a validade dos certificados da cadeia que o antecede. Por isso, é necessário gerar novas chaves da AC Raiz de forma a possibilitar que os certificados continuem a ter a usual validade de três anos. ¨Estamos apenas dando continuidade a uma plataforma estável e operacional, que atualmente dá segurança a aplicações do setor público e privado¨, afirmou Coelho

No processo de emissão do novo certificado, será feita a geração do par de chaves da ICP-Brasil – uma pública e a outra privada -, a emissão do novo certificado e da lista de certificados revogados. “É um procedimento padrão. Na medida em que as próprias ACs demandem os novos certificados, eles serão emitidos a partir do novo certificado da AC Raiz, para depois emitirem certificados das suas ACs subseqüentes. Assim, até o dia 30 de novembro desse ano, toda a cadeia de certificação ICP-Brasil estará renovada”, acrescentou Coelho.

Acordo de Cooperação e CertForum

No próximo dia 12 de junho (quinta-feira), ocorrerá solenidade no Palácio do Planalto para pontuar e esclarecer sobre a geração do novo par de chaves da ICP-Brasil. Durante o evento, será assinado acordo de cooperação técnica com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) para consolidar a parceria de evolução tecnológica da ICP-Brasil. Nesta oportunidade, também, acontecerá o lançamento oficial do 6° CertForum, evento que ocorrerá dias 4, 5 e 6 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Fonte: http://www.iti.gov.br/twiki/bin/view/Noticias/NoticiaDestaque1

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