Preconceito de quem?

Está rolando nos veículos de comunicação Globais uma polêmica sobre um jornalista da delegação norte-americana que está no Rio para o panamericando, que teve uma foto publicada onde aparece a frase “Welcome to the Congo!” escrita em um quado atrás dele.

AGENCIA O GLOBO

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O cidadão estadunidense já foi despachado pra casa, e notas de retratação da delegação e dele próprio foram divulgadas. Desde o começo ele afirma que não foi ele quem escreveu, e que a frase foi escrita em referência ao calor que fazia no local (obs: uma sala alugada pela delegação norte-americana, não uma sala do pan) antes que os ar-condicionados fossem ligados.

Quem me conhece sabe que eu estou longe de ser um defensor de norte-americanos e de como eles encaram o resto do mundo. (E se alguém afirmar que me viu numa festa de 4 de julho, fui coagido a ir, ok?😛 Foi pela família, não pelo 4 de julho!). É fato que a brincadeira foi desnecessária. Mas tudo leva a crer que não é nada mais que uma referência ao calor do Congo mesmo (que tem clima semelhante ao norte brasileiro, sempre quente). Por isso, as perguntas:

  1. A imprensa (ok, o lado global da força) não está sendo preconceituosa com o norte-americano, julgando que ele quis dizer algo mais do que ele diz que quis dizer?
  2. Ok, vamos supor que ele quis dizer algo mais. Tudo que algum jornalista global pensou como algo mais não seria uma visão preconceituosa das reportagens globais contra o Congo? Alguém parou pra pensar como eles (?congonenses?) estão encarando o fato de alguém usar o Congo como referência ser algo tão ofensivo?

Resumindo, eu não suporto a visão típica da ?maioria? (a que aparece mais, pelo menos) norte-americana com relação ao resto do mundo. Mas suporto menos ainda mídia sensacionalista e preconceituosa. O norte-americano, que como bom jornalista devia ter aprendido que quanto caiu na rede nínguem segura, pagou caro por deixar ser fotografar assim. Pena mesmo, tenho do pessoal do Congo.

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